Então quando me dei conta estava numa sala com um estranho. Me disse que era jornalista e era uma grande honra ouvir minhas humildes palavras ( pasmem). Após três amargos cafés ele resolveu mostra sua mascara e afogou me com tantas perguntas, claro que a maioria respondi como se não me fossem realmente perguntas. Então ele me disse: Mas o que acha da vida? Olhei pro chão que estava sujo com farelos de biscoitos, olhei pro relógio, que estava sem pilhas, mas principalmente, olhei para aquele rosto mesquinho e agocentrico que já estava com caneta em mãos somente esperando o que eu iria falar. Então disparei com essa, Meu caro da vida não acho nada. O que sei é que somos apenas peixes. Cabe a cada um se faz do seu caminho mar ou oceano. Após esse dia nunca mais vi o sujeito. Dizem que mudou de emprego, mas eu continuo vendo iscas em meu quintal.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Verão e Inverno
Quando chove é alegria
Quando chove é inundação
Por aqui nunca esfria
Aqui casaco é todo dia
Meu céu tem estrelas
A via-láctea só vi em livros
A luz acaba a Lua clareia
Se escurecer nem percebo
Só tenho um vestido
Preciso comprar outro blazer
Na praça estam apenas as folhas
O bar esta cheio
Mês que vem me caso
A vida é fúlgais para matrimonio
Tomara que ele volte
São todos iguais
Quando chove é inundação
Por aqui nunca esfria
Aqui casaco é todo dia
Meu céu tem estrelas
A via-láctea só vi em livros
A luz acaba a Lua clareia
Se escurecer nem percebo
Só tenho um vestido
Preciso comprar outro blazer
Na praça estam apenas as folhas
O bar esta cheio
Mês que vem me caso
A vida é fúlgais para matrimonio
Tomara que ele volte
São todos iguais
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Para dias comuns
Pegue duas doses de intolerância
E misture com bom senso perdido
Não se esqueça de adicionar inveja após um riso esquecido
Deixe de molho por uns minutos
E logo após umas pitadas de qualquer esperança
Levar ao fogo alto ou o que tiver de chama
Sal a gosto
E misture com bom senso perdido
Não se esqueça de adicionar inveja após um riso esquecido
Deixe de molho por uns minutos
E logo após umas pitadas de qualquer esperança
Levar ao fogo alto ou o que tiver de chama
Sal a gosto
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A Casa
vidas em outras vidas
Pedaços de primavera
Tem paredes
Ah, as paredes
Se falassem, ditas cujas
Gritariam aos montes
Das cenas que já testemunhou
Por entre suas tintas e cimento
Sinos a badalar
Coração dilacerado
Enganado ferido cansado
Surge outros toques
Cheiros se espalham
Quem casa
Tem casa
Tem um caso
Para um acaso
Ate que a morte os separe
Pedaços de primavera
Tem paredes
Ah, as paredes
Se falassem, ditas cujas
Gritariam aos montes
Das cenas que já testemunhou
Por entre suas tintas e cimento
Sinos a badalar
Coração dilacerado
Enganado ferido cansado
Surge outros toques
Cheiros se espalham
Quem casa
Tem casa
Tem um caso
Para um acaso
Ate que a morte os separe
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Duas vidas
Francisco
Menino que pula e brinca
Se esconde e quebra brinquedos
Fernanda
Pega a boneca e brinca com os pincéis
Mexe as tranças e canta feliz
Mais alto
Pixote
Vira o copo e veste a farda
Jura voltar com cinco estrelas
Orgulho da família
Formada
Esbelta
Levanta a mão e sobe as escadas
Olha o relógio
E corre para não se atrasar
Cansado
Tira a gravata e beija a esposa
O jornal e seu leite
Troca umas palavras e dorme
Casada
Abraças as crianças
Promete que volta pro jantar
E parte para mais um plantão
domingo, 18 de outubro de 2009
Desabafo para o Tédio
O que espero
Dos dias que me acompanham
Do que se espera
Das próprias pessoas
Uma falsa modéstia
Melhor passar adiante
Tudo passa
Ate mesmo essas palavras
Que percorrem essas linhas
Passam
Mas não esperam
Dos dias que me acompanham
Do que se espera
Das próprias pessoas
Uma falsa modéstia
Melhor passar adiante
Tudo passa
Ate mesmo essas palavras
Que percorrem essas linhas
Passam
Mas não esperam
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Traquinagens
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