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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Os donos da História: Cartas às Forças da Escuridão




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Meus caros “amigos da escuridão”, hoje me dedico a vocês. Chegou ou não chegou a vez de vocês, hein? O país está ferido de morte da maneira que vocês gostariam. Vocês conseguiram finalmente o que planejaram - criar uma situação em que as pessoas já não sabem mais em quem ou no que acreditar, não é? Depois do caos, vocês e eu sabemos que “vamos voltar como salvadores”, não sabemos?

Conheço vocês há décadas, seus demônios. Vocês, que não acreditam em Deus algum, que querem legalizar a maconha e tornar o aborto algo tão fácil quanto trocar de roupa..vocês que desprezam o casamento, que defendem as cotas raciais e queimam plantações no campo, que querem o fim da  família e de  tudo aquilo que ajudou a fundar o Brasil, vocês – seus vermes – que tratam os nossos soldados, marinheiros e aviadores como criminosos. Minhas linhas vão ser agora o exorcismo que vocês estão merecendo ...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Longa noite


por Olavo de Carvalho

Se há uma coisa que, quanto mais você perde, menos sente falta dela, é a inteligência. Uso a palavra não no sentido vulgar de habilidadezinhas mensuráveis, mas no de percepção da realidade. Quanto menos você percebe, menos percebe que não percebe. Quase que invariavelmente, a perda vem por isso acompanhada de um sentimento de plenitude, de segurança, quase de infalibilidade. É claro: quanto mais burro você fica, menos atina com as contradições e dificuldades, e tudo lhe parece explicável em meia dúzia de palavras. Se as palavras vêm com a chancela da intelligentzia falante, então, meu filho, nada mais no mundo pode se opor à força avassaladora dos chavões que, num estalar de dedos, respondem a todas as perguntas, dirimem todas as dúvidas e instalam, com soberana tranqüilidade, o império do consenso final. Refiro-me especialmente a expressões como “desigualdade social”, “diversidade”, “fundamentalismo”, “direitos”, “extremismo”, “intolerância”, “tortura”, “medieval”, “racismo”, “ditadura”, “crença religiosa” e similares. O leitor pode, se quiser, completar o repertório mediante breve consulta às seções de opinião da chamada “grande imprensa”. Na mais ousada das hipóteses, não passam de uns vinte ou trinta vocábulos. Existe algo, entre os céus e a terra, que esses termos não exprimam com perfeição, não expliquem nos seus mais mínimos detalhes, não transmutem em conclusões inabaláveis que só um louco ousaria contestar? Em torno deles gira a mente brasileira hoje em dia, incapaz de conceber o que quer que esteja para além do que esse exíguo vocabulário pode abranger.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Está tudo dominado



Por: PERCIVAL PUGGINA

O sujeito me parou na rua: "Cadê os caras-pintadas? Cadê os caras-pintadas?" A mão no meu peito parecia disposta a impedir qualquer possibilidade de que a pergunta ou o perguntador fossem driblados. Era preciso responder. Respondi: "Você não está querendo sugerir que os caras-pintadas expressavam espontaneamente uma sentida revolta popular, está?". Ele me olhou surpreso: "Como que não? Como que não?". Em sua indignação ele dizia tudo duas vezes. Acho que uma para si mesmo e outra para mim.
Tentarei resumir o que falei àquele meu interlocutor. Ele não sabia que contingentes expressivos de caras-pintadas saíram às ruas para derrubar o Collor, não só porque ele forneceu motivos, mas, principalmente, porque faziam parte de uma grande corrente aparelhada pelo PT e seus parceiros, ou foram por ela levados a pintar o rosto.