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quinta-feira, 21 de junho de 2012

O argentino





Cidade do rio de janeiro. Em um passado não tão distante assim. Um casal de americanos foi seqüestrado. Foi noticiado praticamente em quase em todos os tele jornais da grande mídia. A polícia disse estar empenhada nas investigações. O governador do Estado noticiou estar surpreendido com a situação, afinal, como uma cidade tão bonita e protegida como o Rio, ser vitima desses bandidos? De quem é a culpa Brasil? Minha com certeza não é- diz o governador com um belo sorriso amarelo.

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Do alto do morro um homem de estatura média de pele parda fuma calmamente seu cigarro e toma uma dose de cerveja de péssima qualidade ( sabe aquelas cervejas que passam nos comerciais? Pois é, são essas mesmas ). Bota a mão no saco e diz – que merda argertino, agora ta passando em todo canal sobre o nosso lance. Te falei que isso ia dar merda! – relaxa Tonhão, tu já sabia que isso ia acontecer desde o começo. Deixa de viadagem! – diz  o outro com tom tranqüilo, mas com ar de sarcasmo. Tinha uma aparência melhor a pela e roupas mais cuidadas. Chamava- se Rubens, mas era mais conhecido como o argentino.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Crônica de Natal



Cena habitual natalina: família  aparentemente feliz , reunida na sala de estar trocando beijos e abraços e claro, recebendo seus presentes nessa data tão especial celebrada por toda parte do mundo. Sorrisos em todos os rostos e uma sensação de união que so poderia ser embala por aquela clássica canção: ‘’ Dingle Bell, dingle Bell , dingle Bell rocks....

Cena perfeita que descreveria qualquer filme meloso americano sobre o Natal.
Pois essa foi mais uma cena de filme meloso americano sobre o Natal. Na vida real seria mais ou menos como nessa singela historia:

Família aparentemente feliz, mas cada um com seus problemas: a mãe preocupada com o almoço em família, o pai cansado do seu emprego, e os filhos, bem os filhos, sabemos que eles sempre ainda não sabem o que querem de suas vidas. Apenas cumprem seus papeis e fazem o que podem com os seus caprichos e devaneios da juventude.

Se fosse uma família mais abastada, estariam passando o natal e o ano novo no exterior ou ate mesmo em outro estado mais badalado, mas como nossa família não tem essa boa vida, não tiveram outro remédio se não se aturarem naquela mesma cidade e seus programas de sempre.

domingo, 3 de julho de 2011

É proibido Fumar - Parte 1




Sexta feira

Estou  sentado, precisamente em um banco de uma praça publica. Lá mendigos e pombos se misturas entre a correria desenfreada da cidade . A poucos metros de mim, vejo os mesmos mendigos brigando por um pedaço de pão duro e um casal discutindo a guarda do cachorro. É incrível como a necessidade faz do ser uma  reles figura de mediocridade. Tudo em nome da sobrevivência e vaidade.

Em todas as placas que vejo, não sou bem vindo. Em todas as partes, nota-se os avisos : É PROIBIDO FUMAR. É verdade, sofro de uma doença, mas é muito mas grave do que a carrego dentro de mim, talvez ela dure muito alem de minha existência. A sandice  e a falta de escrúpulos ainda me matam nesse país.

Mas não quero falar de mim, pelo menos hoje.

domingo, 1 de maio de 2011

O Bolo (ou cenas de um Aniversário)


A casa há poucas horas atrás tinha só três, agora esta rodeada delas: crianças de quase toda a vizinhança para festejar o acontecimento do dia: o aniversário de Silvana, a filha mais
nova daquela família suburbana. É a data mais esperada do ano, fora as férias, o aniversario.  

A casa  estava enfeitada, e como todo aniversário infantil que se preze, tinha que ter um tema. Dessa vez , era a branca de neve. Na mesa alem dos tradicionais docinhos, brigadeiros, também havia maças, pois que festa seria essa que falava da branca de neve e não tinha maça? Silvana, a aniversariante, estava vestida de branca de Neve ( claro, que festa seria essa que tem tema de contos de fada se a menina não estivesse vestida como tal? ). E como ela chora! Seu  Pedro, pai da dita cuja , já devia estar preocupado com a birra ilógica feminina precoce da filha, mas isso é a ultima coisa que vem em sua mente, pois ele estava um pouco ocupado agora, pra ser mais preciso, ele esta trocando beijos e juras de amor com sua prima Maria ( ah, sempre as primas !).

domingo, 12 de setembro de 2010

Cenas

CENA 1

Jardim da casa de Capuleto. Entra Romeu.

ROMEU- Só ri  das cicatrizes  quem ferida nunca nunca sofreu do corpo.
( Julieta aparece na janela)
ROMEU- Ah! se eu fosse uma luva dessa mão,
para poder tocar naquela face!
JULIETA - Ai de mim!

Nesse mesmo instante, Melissa ( a garota que interpreta Julieta) desvia por um instante seu olhar de  Júlio ( Romeu) para a direção do professor de Matemática ( sua paixão secreta) que estava na platéia. Mas Fábio (o garoto da cortina) olhava loucamente para ela ,Melissa:  a gatora  mais bonita da quinta serie. Fábio odiava essas coisas de teatro. Só aceitou fica nas cortinas para ficar mais perto dela .

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Memórias vagas de um cachorro qualquer

c



Não me lembro de onde vim. E nem sei como fui parar na casa daquelas pessoas que por motivos ainda desconhecidos por mim,me adotaram e ate coloram um nome. Na casa onde morava havia muitas coisas estranhas. Uma delas era o fato das  pessoas sempre estavam andando . isso sempre me intrigara. Nunca paravam no mesmo lugar. Era como se elas precisassem  se deslocar para algum canto para poderem respirar. Eu mesmo adorava ficar no meu cantinho reservado perto da garagem, mas vez e  outra me encostava no sofá e ficava vendo aquelas pessoas  com seus pequenos eventos cotidianos corriqueiros ou simplesmente uma  pessoa passava a mão na minha cabeça ,( não sei por que ) mas  adorava quando isso acontecia.

 Lembro também que antes me chamavam de filhote. Depois de   alguns meses já diziam que era o meninão da família. Uma vez por semana,  passeávamos no parque da cidade . Adorava correr pela grama e demarca o meu território numa caixa de alumínio que varias pessoas iam para comprar uma coisa chamada de côco. Apesar de adorar fazer aquilo, sempre levava bronca da minha família e quando isso acontecia,eu  corria para o lago do parque para ver a água e os patos . A água me acalmava.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Entrevista

Então quando me dei conta estava numa sala com um estranho. Me disse que era jornalista e era uma grande honra ouvir minhas humildes palavras ( pasmem). Após três amargos cafés ele resolveu mostra sua mascara e afogou me com tantas perguntas, claro que a maioria respondi como se não me fossem realmente perguntas. Então ele me disse: Mas o que acha da vida? Olhei pro chão que estava sujo com farelos de biscoitos, olhei pro relógio, que estava sem pilhas, mas principalmente, olhei para aquele rosto mesquinho e agocentrico que já estava com caneta em mãos somente esperando o que eu iria falar. Então disparei com essa, Meu caro da vida não acho nada. O que sei é que somos apenas peixes. Cabe a cada um se faz do seu caminho mar ou oceano. Após esse dia nunca mais vi o sujeito. Dizem que mudou de emprego, mas eu continuo vendo iscas em meu quintal.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Caruso


Lembro da primeira vez que ouvi falar dele. Ainda estava no colegial quando o nome já estava associado a pessoa e seu potencial, pois não estou falando de qualquer um e sim do lendário Caruso. ele tinha algo que a maioria dos homens ( inclusive eu) almejavam : conquistar as mulheres. Com seus cabelos crespos e jeito simples de falar, carregava por onde anda um livro e suas historias que a cada dia se misturavam com ficção e realidade, isso junto com o grande mistério que cercava sua vida, muito se falava, pouco se sabia.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia Doze



Se tem uma data que causa problema é o doze de Junho.sofre todo mundo. Quem tem alguém sofre por causa de uma opção para escolher o presente para o amado. Quem não tem ninguém, reclama e faz ilusões como seria feliz e perfeito esse dia , com passeios , muitos beijos, afagos daqui e o dia inteiro pela frente, ah como é bom e gratuita a ilusão. Pois bem , estavam em uma longa fila para o restaurante no dia doze de Junho aquele fictício casal, ambos muitos alegres e cheios de vida.

 Ele usando seu melhor perfume e roupas, especialmente para aquela ocasião. Ela, como qualquer uma dominada pela paixão, estava enfeitada com colares, brincos, pulseira e ademais acessórios indispensáveis para uma mulher que faz questão de passar e demonstrar a outras de sua espécie que é a mulher mais amada daquela noite e que a inveja das outras seja sua vitoria, mais acima de tudo , com muito amor e classe. Apos feito o pedido da refeição, ele repara que ela não para de olhar para ele.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Concurso de (In)significâncias



Uma miss ía disputar o seu concurso mais importante, o de Miss Algumacoisa, representando o seu país, mas ela não contava com um imprevisto. Um dos seus vestidos rasgou na hora em que iria entrar no palco, não dava tempo de costurar, ja estava preocupada com o desfile e logo agora que o bendito do vestido foi rasgar! Sem muitas opções, olhou ao redor do camarim, onde outras participastes já estavam como loucas disputando um melhor espaço entre o espelho , só agora notara a grande loucura envaidecida onde estava inserida a qual se preparava desde pequena.

sábado, 11 de abril de 2009

Cenas de um Casamento


Os convidados  se alinham em uma sala de eventos, formando uma considerável fila para cumprimentar a bela mulher que esta celebrando um dos momentos mais bonitos e porque não , mais esperado de sua vida : o casamento.
Mal tinham completado dezessete, quando se conheceram. Ela acabara que sair de um relacionamento de dois anos, jurava para as amigas que após tanto tempo ter  suportado desilusões, mentiras, prováveis traições e tantos outros boatos sobre seu ex, que prometera se dedicar somente aos estudos  e , quem sabe , a rápidas aventuras, sem compromissos, uns beijos, uns copos,e um talvez  te “vejo por ai’’ .

quinta-feira, 26 de março de 2009

Rua dos Alagados






Não é um lugar muito difícil de ser encontrado, mas também não é freqüentado pelas classes mais nobres da cidade. Estou falando da Rua dos Alagados. Sim, Rua dos Alagados. Paralela com a Avenida da Angustia, encruzilhada com a Rua da Esperança, perto da esquina Acredite se Quiser.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Cidade Cinza ( possível romance)





Prólogo



Meu corpo ainda estava em estado provocado pela inércia do sono, quando um barulho de um aparelho telefônico assola meus ouvidos. A principio, ignorei, me virei em oposição ao aparelho tentando voltar ao estado de outrora. Mas é difícil enganar os sentidos já(despertos. Após alguns minutos olhando para o próprio teto, tomei fôlego, olhei para o numero e atendi. Como, ainda não acordou? Não sabe que horas são? È feriado, seu bobo! Bem, não demore ta? Estou te esperando aqui em casa, Tenho uma coisa pra te dizer, É assunto de vida ou morte, Agente se vê ta? Beijo. Isso era hora para ligar? Não tardou muito, após alguns instantes, liguei a TVtentando encontrar algo para distrair uma parte ainda mortificada pelo sono. O primeiro canal que vejo, fala sobre uma seita a qual muitos da minha cidade, ou talvez, do próprio país pratiquem. Mas não estava com vista , nem paciência para essas coisas. O segundo era uma reprise de um filme, o qual tinha grandes cenas de violência e apologias picantes. Já os outros canais falavam do mesmo assunto que já estava cansado de ver; pois todo ano não se falara de outra coisa. Nos quatro cantos festejavam, prolongavam os dias de descanso no intuito de aproveitarem essa grande data que todos se orgulham, pois mais fúteis sejam os motivos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

So uma palavra....

Mais um fim de tarde se aproxima naquela cidade que não para em nenhum momento. Os carros se aglomeram, formando uma espécie de formigueiro que se tornou rotineiro para aquelas pessoas. Então aparece um homem , com aparência abatida provavelmente já cansado de mais uma jornada de compromissos. Mas conseguiu um tempo, pois tinha um compromisso que não podia se estender por mais tempo. Então que surge outra pessoa: uma mulher de aparência inabalável, óculos escuros , dois celulares , suas vestes quase se confundiam com aquele homem que a aguardava e não parava de olhar seu relógio que provavelmente era importado de algum lugar, aqueles que de tão distantes fica difícil ate pronunciar sua origem.

- bom dia – diz o homem
- quase noite hum?- responde a mulher parecendo ter um tom de ironia sua voz

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A espera




De súbito, começa a garoar naquela triste tarde de domingo. Era quase inevitável  o tédio  entrar por entre as portas daquele condomínio de três cômodos. Letícia troca rapidamente olhares entre seu relógio de pulso com o do seu celular. Realmente já estava certa que ele não viria. Não por causa da ultima discussão, pois esse tipo de coisa já era de praxe de qualquer relacionamento de sua tão breve, mas conturbada e intensa vida amorosa.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Molecagem


Molha o chão e corro para uma pizzaria que avisto na esquina . Não foi fácil escapar das mãos pesadas e cansadas de meu pai.

Bem tudo iniciara quando jurei que tão cedo pularia o muro da escola pala saltar pipa com a turma da Rua Efigênio perto da padaria do seu Raimundo. Mas não adiantara muito, pois como todo moleque sem jeito, desfazia promessas como presentes em festas.