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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Da ultima vez que vi ( cheiro de manga )




Da ultima vez que vi
voce ainda estava vestida

Reclama do seu cabelo
e do poema que eu nunca te fiz

Cheirava a morango
mas pra mim
parecia manga

Seus cabelos eram pretos
alias, sera que cortou os cabelos
sera que estão de outra cor?

Este poema
não ficara na gaveta
deixarei nas estrelas
quem sabe assim
saberas que ele finalmente foi feito

E ainda sinto aquele cheiro de manga!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A festa acabou gigante





E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

JOSÉ ( Drummond de Andrade )



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Dream #04


Could be here
could be hope
could be fear
could be love

sunflowers 

all around city


and nothing else metters

quarta-feira, 13 de março de 2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

Deixa ? ( até a última gota )







Deixa
eu rabiscar teu corpo
sentir o teu cheiro
provar do teu veneno?

Deita
que da tua maresia
quero navegar
noite e dia

Calvalga
como
uma guerreira
ou sublime princeza

do mel da tua boca
quero sorver
ate a última gota

suaremos
nessa aventura
deixe seu pudor
 na rua

Deixa?
 


                                                                       

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A onda




maresia encontrou o vento
conversaram por um bom tempo
resultado
formou-se uma onda de sentimento

seria
a onda
o vento
o tempo
coisa de momento?

conchas no mar..


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

# Segredos


no celular
ela
fala
digita
tira fotos
e sorri

depois
se cala
apaga
os vestigios
do seu pecado
( sua vida)

na rua
disfarça
discreta
ignora
os gracejos

em casa
ou longe dos conhecidos
se revela
sacia seus desejos
e sorri

assim
segue os dias
e ninguem sabe da sua vida
ninguem sabe da sua vida
mas
 eu sei...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Passatempo

de dia
acordo
suscinto

à tarde
passa
despercebida

ja à noite
é longa
velhos tempos
de boemia

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Memórias de um Travesseiro





em ti abrigo sonhos
confissões                                                         
fantasias

as mais torridas noites                          
e os mais tristes dias

sequei tuas lágrimas
mas também ja senti sua alegria

As vezes de pluma
As vezes de algodão

Sou eu quem conforta tua cabeça
e aquece seu coração

Confesse, fui o seu melhor amigo
discutir isso não faz sentido

e comigo que sonhas
é comigo que acordas

Atenciosamente
seu travesseiro




quarta-feira, 25 de julho de 2012

o melhor poema



Sobre essa areia
Esqueverei
O meu melhor  poema
E o mar,
o amar 
apagará tudo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Feriado Prolongado




Ah, as cartas que eu nunca escrevi
Guarde-as com cuidado
Pois nelas estão
A saudade que tanto queríamos
que tivéssemos
De nós mesmos

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Para fazer um bom poema

Para fazer um bom poema
É preciso
Inspiração
Um pouco de loucura
Precisão
E uma boa doce de mentira
O resto fica o tempo

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Palavras ao vento


esqueça!
a vida é uma causa perdida
esqueça!

jogue tudo fora
esperanças, amores, saudade
isso é apenas uma questão de vaidade

seja sensato!

de onde vem essa furia
que sai de seus olhos?

nao ve que  o unico
a acreditar nessas mentiras
é você?

esqueça...

são apenas palavras ao vento
adormecidas
que o tempo
não cança de cantar




quarta-feira, 25 de abril de 2012

converça entre cabides





-entre tantas roupas
e nessa escuridão
onde estao os sentimentos?

tens razao,
cobertos por tudo
menos de verdadeiros sentimentos

e no final das contas
escolhem apenas

as melhores roupas

as melhores..

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Velha Caixa



Já foi espaço nave
barco , casa
dentre outras coisas

agora era só uma velha caixa

Hoje a  caixa só  havia o necessario:
livros,caderno de anotações 
video game , Cds
e um velho album de fotografias

o caminhão de mudança tinha chegado
olhei pra velha caixa
e para o espelho
de repente,me dei conta
que tinha uma coisa que não caberia na caixa
a saudade 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Amor de Verão




amor de verão
é uma bolha de sabão
que voa e estoura no céu
despedça um coração

é vela de maresia
que leva lembranças
para outras praias

não cabe na mochila
não consta nas fotos
e nem será reprisado nas noite de solidão

amor de verão
é devaneio da juventude
cabe apenas no momento
ou  verso

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Soneto do Desempregado




com a mão na frente e a outra atras
e com a carteira vazia,
sou mais um na fila
por um trabalho, uma saída 

sao noites mal dormidas
me falta ar, chão, comida
pois é o dinheiro que move
essa minha amarga vida

amigos, parentes, conhecidos
todo mundo tem emprego
menos esse com os classificados na mão

pois sem trabalho nao sou ninguem
sou apenas, meu caro
mais uma estatistica da humilhação

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Contro/ verso

o verbo 
anda

 o verso
consoloca
ou encanta

poesia e assim:
nao tem salario
nem parentes
nem premios
nem amigos famosos
e nem aparece em horario politico
coitada,
a poesia
 é menos frenquentada 
que a piada!

domingo, 13 de novembro de 2011

A morte do Vaqueiro




Mais um corpo se foi
de um vaqueiro esquecido
e como era quente
aquela tarde!


Não tinha nome
nem parentes
morreu sem nenhum tostão

Ninguém se lembrara dele
apenas seu cachorro
e seu gado
choraram por ele

e como era quente 
aquela tarde!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Airplane









Sitting here

I subtract my life
with celebrity magazines
and the old tv

meanwhile
you paint your hair
moods in the neck
and exalts its reflection
with your best friend
the mirror

was a long afternoon
Devon on a Sunday
as an old blues played in your life

I was more than that
I was the anthem of the unnamed
the old chess, the forgotten picture
scratch dent, an old idea
I was his own life
I was simply
a airplane