segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

So uma palavra....

Mais um fim de tarde se aproxima naquela cidade que não para em nenhum momento. Os carros se aglomeram, formando uma espécie de formigueiro que se tornou rotineiro para aquelas pessoas. Então aparece um homem , com aparência abatida provavelmente já cansado de mais uma jornada de compromissos. Mas conseguiu um tempo, pois tinha um compromisso que não podia se estender por mais tempo. Então que surge outra pessoa: uma mulher de aparência inabalável, óculos escuros , dois celulares , suas vestes quase se confundiam com aquele homem que a aguardava e não parava de olhar seu relógio que provavelmente era importado de algum lugar, aqueles que de tão distantes fica difícil ate pronunciar sua origem.

- bom dia – diz o homem
- quase noite hum?- responde a mulher parecendo ter um tom de ironia sua voz

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Espelho

Espelho que vejo
Reflete o que nego
Pois é difícil aceitar
O tempo que passa

Os amigos?
Restaram poucos
Apesar dos contratempos
Verdadeiros laços não se esquecem

Imagens revertidas
Refletem a verdade
Difícil aceitar o que nos tornamos
Pois so por olhar o desejo é reviver
Distrair-se dos momentos mórbidos, mas tão preciosos
Difícil conhecer que as imagens mudam tanto

Mas não me lembro não me reconheço
São nos outros que me enxergo
Assim vou mudando de face, nome
Perdendo-me por onde nem eu saiba o caminho
Mas meus reflexos esses sim sempre vão encontrar

O Palhaço Trovador




O palhaço com rosto pintado
Abre um sorriso
E acena para platéia
Que anseiam o espetáculo

Mas ele não conta piadas
E sim palavras cantadas
Faz lírica sobre a vida
Canta sobre o vento as flores
E as verdades que tanto fugimos

Assim ficou conhecido
Como palhaço trovador
Fez do picadeiro um placo cultural
Suas letras estavam na alma de quem ouvia
De repente, estavam com rostos pintados

Mas como um mistério
Ele desapareceu entre as cortinas
Seu violão ficou modo
Muita lagrima se espalhou pelo céu
Dizem que se transformou em carta
Se destacando entre reis e damas

Mas todos acreditam
Que em alguma parte ele esta
Cantando arte de viver
Pois o espetáculo não se acabara
Enquanto houver sonhos envolvidos nas pessoas
No palco da vida.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A espera




De súbito, começa a garoar naquela triste tarde de domingo. Era quase inevitável  o tédio  entrar por entre as portas daquele condomínio de três cômodos. Letícia troca rapidamente olhares entre seu relógio de pulso com o do seu celular. Realmente já estava certa que ele não viria. Não por causa da ultima discussão, pois esse tipo de coisa já era de praxe de qualquer relacionamento de sua tão breve, mas conturbada e intensa vida amorosa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mãos




Mão que se movem
São as mesmas que acenam
Se despedirem saúdam
Que apertam outras mãos

São as que tocam no corpo
Deslizam apertam
Afagam e sentenciam
O ato que só elas são capazes de fazer

São as que cobrem o rosto
De tristeza vergonha
São as que denunciam
Nosso verdadeiro estado de espírito

São as que condenam
Apontam a machucam
São as que denunciam
Gesticulam gestos banais
E perduram séculos

Mãos que se encontram
Que concretizam o amor
Que auxiliam e emocionam
Cativas mesmo paradas

Mãos que aplaudem
Que reconhecem um espetáculo
Que fazem barulho
Mas que também suavizam

São nossa alma
Transmitem energia
São dedos e movimentos
Que traduzem a vida

Partida



Mais um dia na estação
E são muitos que por ali passam
Trazendo suas coisas
Com muitos sonhos e alguma expectativa.


São de toda parte
Vieram de algum lugar
Cada um com sua historia
No peito saudades
Por partir de sua terra
Chegam pra ficar


Erguem prédios constrói famílias
Com Fe vivem suas vidas
Uns só passeiam
Espantam-se com tanta novidade
Quanta coisa imaginam
Pode ter num só lugar


Assim a cidade cresce e se modifica
E outros filhos acolhem
De lugares tão diferentes
Formam outra língua


Então partem
Crescem e se multiplicam por ai
Criam civilizações
Ate chegar o dia
De partirem outra vez