segunda-feira, 11 de junho de 2012

Feriado Prolongado




Ah, as cartas que eu nunca escrevi
Guarde-as com cuidado
Pois nelas estão
A saudade que tanto queríamos
que tivéssemos
De nós mesmos

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Longa noite


por Olavo de Carvalho

Se há uma coisa que, quanto mais você perde, menos sente falta dela, é a inteligência. Uso a palavra não no sentido vulgar de habilidadezinhas mensuráveis, mas no de percepção da realidade. Quanto menos você percebe, menos percebe que não percebe. Quase que invariavelmente, a perda vem por isso acompanhada de um sentimento de plenitude, de segurança, quase de infalibilidade. É claro: quanto mais burro você fica, menos atina com as contradições e dificuldades, e tudo lhe parece explicável em meia dúzia de palavras. Se as palavras vêm com a chancela da intelligentzia falante, então, meu filho, nada mais no mundo pode se opor à força avassaladora dos chavões que, num estalar de dedos, respondem a todas as perguntas, dirimem todas as dúvidas e instalam, com soberana tranqüilidade, o império do consenso final. Refiro-me especialmente a expressões como “desigualdade social”, “diversidade”, “fundamentalismo”, “direitos”, “extremismo”, “intolerância”, “tortura”, “medieval”, “racismo”, “ditadura”, “crença religiosa” e similares. O leitor pode, se quiser, completar o repertório mediante breve consulta às seções de opinião da chamada “grande imprensa”. Na mais ousada das hipóteses, não passam de uns vinte ou trinta vocábulos. Existe algo, entre os céus e a terra, que esses termos não exprimam com perfeição, não expliquem nos seus mais mínimos detalhes, não transmutem em conclusões inabaláveis que só um louco ousaria contestar? Em torno deles gira a mente brasileira hoje em dia, incapaz de conceber o que quer que esteja para além do que esse exíguo vocabulário pode abranger.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Queen


Rainha Amidala interpretada pela atriz Natalie Portman no filme Star War

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Para fazer um bom poema

Para fazer um bom poema
É preciso
Inspiração
Um pouco de loucura
Precisão
E uma boa doce de mentira
O resto fica o tempo

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Palavras ao vento


esqueça!
a vida é uma causa perdida
esqueça!

jogue tudo fora
esperanças, amores, saudade
isso é apenas uma questão de vaidade

seja sensato!

de onde vem essa furia
que sai de seus olhos?

nao ve que  o unico
a acreditar nessas mentiras
é você?

esqueça...

são apenas palavras ao vento
adormecidas
que o tempo
não cança de cantar




sexta-feira, 11 de maio de 2012

Se vivemos num mundo cão, onde está a ração? nos livros? nos bons princípios? pelo que vejo, muitos não passam de porcos se entupindo de lixo cultural e total alienação.