sexta-feira, 24 de abril de 2009

Número Binário



O tempo
As folhas
Brisa suave
A metade de laranja
Faz falta o fim de tarde

O vento
Se ainda sou jovem
Porque pensar no amanha
se hoje é o meu dia?
Ainda quero ser alguém

Respiro fundo
E penso
E ,Mais uma vez
 sonho, sinto
E tudo me vai removendo
Se repete
Se consome
Me engana
E esqueço mais um vez

e tempo
o vento
as folhas
as livros
as vidas
o vento.....

domingo, 19 de abril de 2009

Gaivota




Voa gaivota
E esquece um pouco do bicho
Que te prendeu
Que tanto te desprezou

Olha um pouco pro mar
O quanto é imenso
Nem repara na bagunça que fizeram
Com lixo do bicho

Peixe que solta
É o mesmo que bóia
Água tão clara
Escurece aos poucos

Verde como a bandeira
Amarelo com vergonha
Não vê que estão acabando
Com teu próprio mundo?

Só voa gaivota
Encontra-se com outras
E sonha
Pois isso ninguém lhe tira

sábado, 11 de abril de 2009

Cenas de um Casamento


Os convidados  se alinham em uma sala de eventos, formando uma considerável fila para cumprimentar a bela mulher que esta celebrando um dos momentos mais bonitos e porque não , mais esperado de sua vida : o casamento.
Mal tinham completado dezessete, quando se conheceram. Ela acabara que sair de um relacionamento de dois anos, jurava para as amigas que após tanto tempo ter  suportado desilusões, mentiras, prováveis traições e tantos outros boatos sobre seu ex, que prometera se dedicar somente aos estudos  e , quem sabe , a rápidas aventuras, sem compromissos, uns beijos, uns copos,e um talvez  te “vejo por ai’’ .

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Acorda Raimundo!

Acorda Raimundo!

Acorda Raimundo!
Levanta e esquece a rede
Come com manteiga e pega sol
Que já passou das cinco

Cava, cava, cava.
Sua, porque o dia nem começou.
Ainda tem um muro pra levantar
Pega a enxada e recomeça

Meio dia, marmita.
A barriga vazia
Come e nem sente gosto
Cochila, mas esquece a sombra.

Anoitece ouve seu radio
Francisca espera aflita.
Fala da novela e da vida
Joga fumaça e finge que entende

E longe de tudo
Raimundo só quer esquecer um pouco
Do resto que lhe tem
Do nada de onde veio
E descançar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Rua dos Alagados






Não é um lugar muito difícil de ser encontrado, mas também não é freqüentado pelas classes mais nobres da cidade. Estou falando da Rua dos Alagados. Sim, Rua dos Alagados. Paralela com a Avenida da Angustia, encruzilhada com a Rua da Esperança, perto da esquina Acredite se Quiser.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Cidade Cinza ( possível romance)





Prólogo



Meu corpo ainda estava em estado provocado pela inércia do sono, quando um barulho de um aparelho telefônico assola meus ouvidos. A principio, ignorei, me virei em oposição ao aparelho tentando voltar ao estado de outrora. Mas é difícil enganar os sentidos já(despertos. Após alguns minutos olhando para o próprio teto, tomei fôlego, olhei para o numero e atendi. Como, ainda não acordou? Não sabe que horas são? È feriado, seu bobo! Bem, não demore ta? Estou te esperando aqui em casa, Tenho uma coisa pra te dizer, É assunto de vida ou morte, Agente se vê ta? Beijo. Isso era hora para ligar? Não tardou muito, após alguns instantes, liguei a TVtentando encontrar algo para distrair uma parte ainda mortificada pelo sono. O primeiro canal que vejo, fala sobre uma seita a qual muitos da minha cidade, ou talvez, do próprio país pratiquem. Mas não estava com vista , nem paciência para essas coisas. O segundo era uma reprise de um filme, o qual tinha grandes cenas de violência e apologias picantes. Já os outros canais falavam do mesmo assunto que já estava cansado de ver; pois todo ano não se falara de outra coisa. Nos quatro cantos festejavam, prolongavam os dias de descanso no intuito de aproveitarem essa grande data que todos se orgulham, pois mais fúteis sejam os motivos.