segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ode á Amizade








Aos meus caros amigos
Estendo o tapete da lealdade
As palavras mais bobas
E uma certeza que um laço amigo
Nunca se rompera

Aos amigos de sempre
Nos momentos da mocidade
Dividiram os momentos mais fiteis
E os mais importantes
Para o menino arredio de ontem
Torna-se um homem sensato

A amizade verdadeira
Não se aluga ou negocia
É espontânea e simples
De valor inestimável
Quando se é encontrada
Pessoas em poucos casos

Das mãos que estendo
Estão nos dedos as que chamam de amigos
O abraço so reforça
O quão eu os respeito

O amigo
É o que te ensina
A compreender e pensar
Nas coisas em sua vida
É o que vai estar
Se estas alegre, ele ri também
Se estas com alguém
Mesmo esquecido. Ele esta ali
E quando o amor lhe esquecer, ele esta ali
Mas é na tristeza
Esse sem duvida
Provara sua amizade

Amigo que torce
Que sempre apóia
Amigo perdido
Esse é que mais fere
Se vai ou parte
Pra sempre

Por ti
Nem ouro , nem prata
Não trocarei o teu apreço

Deixo nessas letras
a semente da amizade
Amigos nunca os esqueçerei
eternos


amigos

domingo, 12 de julho de 2009

Morro do Sabiá




Aqui
É o lugar mais longe do mundo
Mais é o mais próximo de muitos

As casas são todas juntas e descoloridas
Tem faixas simples
A calçada é de pedras e sem razão

Tem gritarias das vizinhas
Foguetes avisando achegada
O avião que circula sempre
Confunde-se com as pipas
Que do céu desce pro chão para avisar
Começa a correria

É singelo pela própria palavra
O equilíbrio distante esta no seu dia a dia
Das lavandeiras e meninos
Que fazem e perpetuam sua sina

Apesar das cinzas
Também tem batucada
Mestre sala e Porta bandeira
Todo dia um coro sempre a cantar
Essa tal felicidade que tanto se busca e se lamenta

Tudo isso
Mistura-se com os bondes
Prédios, semáforos
Dos braços sempre abertos e desamparados dos monumentos e pessoas
E das luzes e praias daquela cidade

sexta-feira, 26 de junho de 2009

6 Anos




Quando eu crescer
Quero ser cientista
Inventar a cura pra cura
Pra sarar os problemas da vida

Quero entender meus os meus pais
Por que moram em outras casas
Será que gostam de mim?
Ou entrei sem querer nessa história

Queria entender a fome
Que está em toda parte
Quase ninguém percebe
Estão morrendo as pessoas

Por que falam tanto de amor?
Não entendo essas pessoas
Choram e riem toda hora
Amam sem saber se os adoram

Quando eu crescer..
Não sei, ainda sou criança.
Giro o peão e estou feliz
E adormeço com riscos de giz.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mariana adora o frio




Mariana adora o frio
Mesmo sendo tropical
Entre junho e agosto
Tempo de Inverno
Enquanto portas se fecham
Ela escancara seu armário

Entre um moletom e outro
Não deixa nada lhe abater
Calça as botas
E as luvas
Que sincronizam com sua leveza matinal
Seu cachecol é leve e quente
E os cabelos
Combinado com suas ondas morenas
Perfazem e se alinham a beleza juvenil de sempre

Uns esfregam as mãos
Outros solidão
Em carros , somente o sereno
Nas padarias
cafés
Nas ruas, o vento
E ela ri
Assopra pra ver a fumaça do frio
E como é gostoso o conforto
Das coisas simples da vida
Enquanto o tédio se alastra na cidade
Mariana ri

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia Doze



Se tem uma data que causa problema é o doze de Junho.sofre todo mundo. Quem tem alguém sofre por causa de uma opção para escolher o presente para o amado. Quem não tem ninguém, reclama e faz ilusões como seria feliz e perfeito esse dia , com passeios , muitos beijos, afagos daqui e o dia inteiro pela frente, ah como é bom e gratuita a ilusão. Pois bem , estavam em uma longa fila para o restaurante no dia doze de Junho aquele fictício casal, ambos muitos alegres e cheios de vida.

 Ele usando seu melhor perfume e roupas, especialmente para aquela ocasião. Ela, como qualquer uma dominada pela paixão, estava enfeitada com colares, brincos, pulseira e ademais acessórios indispensáveis para uma mulher que faz questão de passar e demonstrar a outras de sua espécie que é a mulher mais amada daquela noite e que a inveja das outras seja sua vitoria, mais acima de tudo , com muito amor e classe. Apos feito o pedido da refeição, ele repara que ela não para de olhar para ele.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sol e Chuva



Chuva molha
Sol evapora
Esquenta o dia
Anoitece esfria

Dançavam e se divertiam
Sol e Chuva cantarolavam
Se entendiam consentiam

Natureza não gostava da brincadeira
Então soprou sol e Chuva
E se transformaram em flores
Viraram cores
Ganharam cheiro
Nasceram frutas
E se espalharam pelo ar