Não é um lugar muito difícil de ser encontrado, mas também não é freqüentado pelas classes mais nobres da cidade. Estou falando da Rua dos Alagados. Sim, Rua dos Alagados. Paralela com a Avenida da Angustia, encruzilhada com a Rua da Esperança, perto da esquina Acredite se Quiser.
quinta-feira, 26 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Cidade Cinza ( possível romance)

Prólogo
Meu corpo ainda estava em estado provocado pela inércia do sono, quando um barulho de um aparelho telefônico assola meus ouvidos. A principio, ignorei, me virei em oposição ao aparelho tentando voltar ao estado de outrora. Mas é difícil enganar os sentidos já(despertos. Após alguns minutos olhando para o próprio teto, tomei fôlego, olhei para o numero e atendi. Como, ainda não acordou? Não sabe que horas são? È feriado, seu bobo! Bem, não demore ta? Estou te esperando aqui em casa, Tenho uma coisa pra te dizer, É assunto de vida ou morte, Agente se vê ta? Beijo. Isso era hora para ligar? Não tardou muito, após alguns instantes, liguei a TVtentando encontrar algo para distrair uma parte ainda mortificada pelo sono. O primeiro canal que vejo, fala sobre uma seita a qual muitos da minha cidade, ou talvez, do próprio país pratiquem. Mas não estava com vista , nem paciência para essas coisas. O segundo era uma reprise de um filme, o qual tinha grandes cenas de violência e apologias picantes. Já os outros canais falavam do mesmo assunto que já estava cansado de ver; pois todo ano não se falara de outra coisa. Nos quatro cantos festejavam, prolongavam os dias de descanso no intuito de aproveitarem essa grande data que todos se orgulham, pois mais fúteis sejam os motivos.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
O Bloco

Brasa nos pés,
Corpos se confundem na multidão
Gritam, saldam a alegria
Misturam-se pela avenida
Antes eram mascaras,
Hoje são meras camisas
As tintas já não servem mais
Foi-se o tempo das fantasias
Mas ainda há Pierro
Buscando sua Columbina
Existe uma melódica marchinha
Que ecoa entre tanta euforia
Onde estas?
Por ai
Queria te ver
Mas isso não e problema
Sim, pois há tantas luzes que te rodeiam
Também não te encontro entre bandeiras
E o povo segue a cantar
Refrões que, em breve, irão se modificar
Garrafas se misturam
Entre paralelepípedos
Que a cidade lapidou em outrora
E assim vai passando
Mais um samba popular
Que transmuta entre as bocas
Mais um coro a cantar
Fazendo em versos
Uma alegria fugaz
Mas necessária
Para podermos respirar
Pois logo são cinzas
Que de tudo vai sobrar
Logo tudo se acaba
E logo tudo voltará
Então abra alas
Vai passar!
Corpos se confundem na multidão
Gritam, saldam a alegria
Misturam-se pela avenida
Antes eram mascaras,
Hoje são meras camisas
As tintas já não servem mais
Foi-se o tempo das fantasias
Mas ainda há Pierro
Buscando sua Columbina
Existe uma melódica marchinha
Que ecoa entre tanta euforia
Onde estas?
Por ai
Queria te ver
Mas isso não e problema
Sim, pois há tantas luzes que te rodeiam
Também não te encontro entre bandeiras
E o povo segue a cantar
Refrões que, em breve, irão se modificar
Garrafas se misturam
Entre paralelepípedos
Que a cidade lapidou em outrora
E assim vai passando
Mais um samba popular
Que transmuta entre as bocas
Mais um coro a cantar
Fazendo em versos
Uma alegria fugaz
Mas necessária
Para podermos respirar
Pois logo são cinzas
Que de tudo vai sobrar
Logo tudo se acaba
E logo tudo voltará
Então abra alas
Vai passar!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Apenas Anônimnos

Durante muito tempo, se entreolham , trocaram rápidas palavras sobre a primeira coisa que vêem a mente ( quase sempre falam sobre o tempo , como esta o que feito de bom , perguntas fúteis , mas precindiveis para sobrevivência humana). Isso sucera quase sempre por aquela fresta. Sim , não deixara de ser um lugar comum, ao qual eles começaram a criar um tipo de vínculo, talvez uma possível amizade, mas acima de tudo , não passavam de anônimos, pois suas vidas ficavam camufladas sobre suas palavras. Mas com o decorrer do tempo, começaram a ter uma certa aproximação, fato do qual nunca se podia ser imaginado por eles, pois não passavam de meros rostos que se não fossem certos artifícios modernos nunca iam se conhecer.
começaram a falar de suas vidas, aflições, traumas, sonhos. foi entao que descobriram que tinham muita coisa em comum .Nunca se podia imaginar coisa igual de meros desconhecidos dispersos entre seus mundos. Mas veio algo que surpreendeu: surgiram sentimentos, fato ao qual nao se espera nesses casos, pois antes mal falavam sobre esses assuntos , muitos menos sobre desejos ou fantasias.
fato é que anomimos ( salvo excessões)sempre serão anonimos. Sempre se esconderão por entre outras faces, pessoas, nomes ou qualquer outra faceta que convir em suas mãos ou palavras. Foi entao que ambos viram que a única maneira que restou para que isso não se tranzformasse em uma grade catrastofe pessoal,foi voltarem a seus mundos normalizar as coisas, ou seja, votar a realidade. O que aconteceu nao passou de devaneio, talvez fraquesa da alma
coisas mortais. pois por mais que uma pessoa cruze ruas , janelas, trens e demais acasos , anonimos sempre serao anônimos
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Moço

Moço
Que comprar uma bala?
Por favor, ta baratim
E pra comprar meu almoço
Juro moço
To desde cedo sem comer
Minha mãe?
Sei não moço
Ma largo no mundo
So filho da solidão
Me chamam de sem teto
Sem afeto
Não gosto da rua mas já me acostumei
A cume e respirar o que vocês tanto fazem questão de ignorar e desprezar
Ah sim já ouvi fala dessa tal de escola
Sempre sonho com isso
La também tem criança ne?
Adoraria escrever meu nome
Moço o sinal vai abrir
Queria uma casa pra morar
Também queria uma família
Não moço não vo cheirar cola não
To falando a verdade to com fome
Mas num esquece moço
Que to em toda parte
Enquanto você fecha os vidros
Eu sempre estarei por ai
Pedindo limpando
Num sinal fechado
sábado, 24 de janeiro de 2009
São Paulo

Agitada cidade
Buzinas, fumaça
A pressa, as luzes.
É sua marca
O frio que penetra
Da preguiça e aconchego
Solidão em pontes
São muitos os esquecidos
As vozes, as caras.
Erguem e derrubam constantemente
Acolhe e valoriza costumes
De pessoas tão diferentes
Cidade de muitos
Porém, poucos vivem.
O trabalho, seu lema.
O feriado, sair urgentemente.
Tudo em demasiado
Cultura
Trabalho
Pessoas
Trânsito
Violência
Quem chega se admira
Odeiam, adoram e ficam.
Uns só de passagem
Na metrópole adorável
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