domingo, 12 de julho de 2009

Morro do Sabiá




Aqui
É o lugar mais longe do mundo
Mais é o mais próximo de muitos

As casas são todas juntas e descoloridas
Tem faixas simples
A calçada é de pedras e sem razão

Tem gritarias das vizinhas
Foguetes avisando achegada
O avião que circula sempre
Confunde-se com as pipas
Que do céu desce pro chão para avisar
Começa a correria

É singelo pela própria palavra
O equilíbrio distante esta no seu dia a dia
Das lavandeiras e meninos
Que fazem e perpetuam sua sina

Apesar das cinzas
Também tem batucada
Mestre sala e Porta bandeira
Todo dia um coro sempre a cantar
Essa tal felicidade que tanto se busca e se lamenta

Tudo isso
Mistura-se com os bondes
Prédios, semáforos
Dos braços sempre abertos e desamparados dos monumentos e pessoas
E das luzes e praias daquela cidade

4 comentários:

' Láisa ¬¬ disse...

Lindo! Poesia e vida urbana...

Adorei!

= *

Caaah. disse...

Muito bom =D
Adorei!

Parabéns pelo blog!

;*

Meire disse...

nunca mais tinha aparecido por aqui...

matada as saudades. rsrs

luiz scalercio disse...

cara bellissimo blog gst muito.
prbns pelas lindas poesias.