quarta-feira, 29 de abril de 2009

Concurso de (In)significâncias



Uma miss ía disputar o seu concurso mais importante, o de Miss Algumacoisa, representando o seu país, mas ela não contava com um imprevisto. Um dos seus vestidos rasgou na hora em que iria entrar no palco, não dava tempo de costurar, ja estava preocupada com o desfile e logo agora que o bendito do vestido foi rasgar! Sem muitas opções, olhou ao redor do camarim, onde outras participastes já estavam como loucas disputando um melhor espaço entre o espelho , só agora notara a grande loucura envaidecida onde estava inserida a qual se preparava desde pequena.



- Minha filha vai ser a menina mais linda dessa cidade , dizia a mãe
- Ora mulher deixa de prosa, com essa beleza vai conquistar o país! já exaltava o pai que raras as vezes participava da vida da moça.
- Melhor acho é da estudo e instrução pra essa menina ,porque lugar de mulher tem que ser alem da maquilagem e charme , resmungava a avó por entre um ponto e outro de crochê sempre escondia suas grandes reflexões. 


Assim foi passando as primaveras, entre um concurso e outro, colecionando suas faixas de campeã da beleza que ja demonstrara não precisar de ninguém para tal julgamento, mas por forças da vaidade e outros fatos egocêntricos e de disputa humana, precisam sempre ter um único campeão, o resto fica pra lembrança, tente na próxima vez. Já estava preocupada, pois faltavam poucos minutos para o desfile começar. Ah meu Deus, o que eu faço agora? eu não mereço esse castigo justo agora, ja estava a beira de um ataque , se tivesse um buraco pra enfiar a cara sem duvida estava nele, ei amigo normal , sem a genética de Narciso, tem lugar para mais um? E atenção senhoras e senhores, vamos conhecer as candidatas a Miss .... . E uma por uma foi saindo as candidatas cada qual representando seu estado salvemos aquelas que tanto adoramos! Olha quanta vida ha naqueles olhos! sem falam das cursos e o jeito de se vira! me falta palavras para exaltar tanta perfeição , enfim nosso lugar esta bem representado amem. E haja mãos para tantos aplausos que agora estavam domando aquele grande salão, mas ela estava sem alternativas e fez algo que por muito tempo não fazia, pos os dedos por entre o seu pequeno queixo de pitomba e pensou um pouco. E do estado de.... Vamos receber.... Nossa! Como assim? ....

Aparece uma mulher vestida sem maquiagem, descabela e muito feliz por sinal. As reações foram as mais obvias possíveis, espanto total, não demorou muito para julgar o resultado dessa falta de respeito com os princípios essenciais dos concursos de beleza, pois tem que mostrar beleza oras! não queremos ver mulher normal por aqui, porque disso  estamos abusados ja pra casa , vai que ainda quero minha comida , poupa passada cheirosa e ainda quero um carinho mais tarde , ah amor , queria tanto que fosse na igreja , pois sim querida , calma que será minha por toda vida, enfim as vaias logo surgiram . E ela nunca se sentiu tão feliz em sua vida, pois estava usando suas roupas normais, sem faixa, pinturas, cremes, tiara, o único objeto que estava agora era um livro que antes era pra usar para auxilio de exercício de equilíbrio agora será usado para leituras, serás escritora? Quem sabe


3 comentários:

Amélie disse...

ainda bem que ela parece ter caido na real...

rsrrs
mil bjuxx!!!

Sopa das Letras disse...

Gostei de como conduziu o conto.
No mundo basta ter rostinho bonito, pouco tem importado o que temos por dentro.

Sopa das Letras:
www.sopadasletras.blogspot.com

Jaqueline disse...

O enredo não é ruim...mas achei confusa a organização do texto...em especial os tempos verbais...tem algumas conjugações prá lá de inadequadas...

Tentei guardar a professora de português no armário...mas ela isistiu em escrever! huaauhuahuha

Mas, fui treinada para não ter preconceito linguístico :)

Vou ler mais coisas...beijos!

L. Jaque